Tenho tanta coisa para escrever e nada escrevo. O trabalho absorve-me quase 24 sob 24 horas dia...
Ando cansada, sem grande vontade para o que quer que seja a não ser ouvir um pouco de musica e ser embalada pela leitura.
Vinha exactamente a dizer isto no regresso a casa, depois de mais um dia atribulado de trabalho e de ter estado 15 minutos junto dos meus colegas num improvisado Magusto comemorativo do São Martinho.
Da falta de tempo e do cansaço rapidamente se passou para o meu celibato. Fui confrontada com a melhor e mais racional análise da minha vida privada.
Definitivamente, 'congelei', o meu coração virou pedra!
É verdade que as desventuras anteriores em muito têm contribuido para que não me satisfaça com qualquer palminho de cara que porventura se cruze no meu caminho.
Sinceramente o que pessoalmente acho é que eu vivo á tempo demais para mim mesma. Qualquer um que me esteja mais perto, poderá ver isso pelo meu projecto de vida futura.
Depois de sair do carro vim a matutar nesta questão. Vivo vai fazer dois anos neste celibato auto imposto, e não consigo conceber um futuro onde exista uma pessoa a meu lado. Imagino-me sim a ser mãe, mas não esposa.
Ao contrário de uma série de mulheres que por ai deambulam, eu não tenho a ideia pré-concebida de que todos os elementos do sexo masculino são iguais, mas... dou por mim a não ter grande paciencia para as fitas machistas, as cobranças, as ciumeiras, os juizos de valor feitos em cima do joelho...
Quando expliquei que o que queria era amor e não paixão, a minha companheira de viagem deu-me razão.
Esse é exactamente o ponto fucral da questão.
O querer-se uma relação serena, adulta, sem grandes arrufos. Isto porque, apesar de ter cara de adolescente, eu tenho 34 anos de alegrias, amores, tristezas e desamores. Já não me satisfaço com paixonetas encarniçadas pelo ciume e pela posse. Preciso de muito mais que isso para ser e estar feliz ao lado de um homem.
E é por ter a perfeita noção de que homens adultos o suficiente para embarcarem numa relação deste tipo são poucos, que me mantenho muda e queda no meu canto.
Não aguardo um principe, mas um Homem com quem valha a pena trilhar um caminho. Até lá...

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