Este foi um ano de despedidas...
Desta feita quem parte é o Lobato. Volta a Kiev para fazer o Mestrado em Fotografia de Cinema, e ou muito me engano ou acabará por ficar por lá.
Sempre que o vejo, calmo, sereno, de sorriso franco, lembro-me do fascínio que este homem exerceu em mim durante os meus anos de adolescente.
Cada carta que chegava, enderessada a meu pai, era motivo de conversas infindáveis, assim como infindáveis eram as horas que cá ficava sempre que nos visitava aquando das suas curtas estadias.
Quando regressou de vez, passou a ser visita frequente, assim como frequente o meu regresso àquelas lembranças adolescentes...
O fascínio manteve-se... A admiração por este louro com cara de mosqueteiro tirado de um livro de aventuras de Dartagnan, foi crescendo... cabeça feita, uma cultura invejável... uma raridade para a geração; para a dele e para a minha.
Uma vez mais, fico... ficamos à espera de carta, de um telefonema, de um 'olá, tudo bem?'... agora apenas imaginado dada a distância que nos vai separar.



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