Yule
Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. Celebra-se o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Muitas das tradições pagãs, associadas a esta altura do ano, continuam vivas. Poucos no entando conhecem o seu signifcado e antiguidade.
Acha de Natal (Madeiro)
A queima da acha de Natal vem do antigo costume de acender uma fogueira de Natal (costume este ainda vivo em muitas das nossas regiões, no Alentejo por exemplo), com vista a dar vida e poder ao sol, que, se pensava renascer no Solstício do Inverno.
Mais tarde, este costume, da fogueira ao ar livre, foi substituído pelo queimar, dentro de casa, de uma acha. Como carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, tradicionalmente a acha de Natal é de carvalho.
Visco
Pendurar visco sobre a porta é uma das mais conhecidas tradições do Natal. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Estes acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao submundo.
A Árvore de Natal
A tradição de decorar uma árvore de Natal é um costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.
Pai Natal
Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus que, em determinada época, foi o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Beber à saúde do Pomar
Colocar bolos nos ramos das macieiras mais velhas do pomar e derramar cidra, consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra, conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Há quem diga que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno.
Baseado em:
Gerina Dunwich, Wicca - A Feitiçaria Moderna


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