Isto de voltar a estudar ao fim de 15 anos tem muito que se lhe diga. A capacidade de concentração é pouca; a paciência para lidar com frases cheias de floreados e de segundos, terceiros e quartos sentidos, metáforas e coisas que tais, é quase inexistente.
Mas enfim, como se costuma dizer "não há prazer sem dor". A minha dor neste momento tem o nome de Filosofia versus Exame Nacional de Acesso ao Ensino Superior...
Questiono-me porque haveriam estes senhores de complicar tanto as coisas. Qual o motivo de rebuscar tanto a linguagem!? Por ventura, pensariam estes, que o uso de uma linguagem mais simples e acessível ao comum dos mortais, banalizaria a Mãe de todos os saberes!?
Quando Karl Jaspers afirma que "Enquanto se reconhece que para a compreensão das ciências é necessária uma aprendizagem, uma disciplina e um método, em relação à filosofia todos se arrogam o direito de levantar a voz sem mais e dar a sua opinião", engana e engana-se... redondamente. O rebuscado e o surrealismo da maioria dos discursos filosóficos, faz com que seja necessária uma considerável maturidade intelectual, para que alguém se deixe embarcar em tamanhas divagações.
Neste preciso momento, à semelhança de Socrates, apenas "... sei, que nada sei"!

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