Celibato...

O fim de uma relação, conduz na grande maioria das vezes ao início duma fase meio desaustinada na vida de cada um. A busca, quase frenética, por um substituto da estabilidade perdida, leva a um sem número de aventuras, todas elas tão condenas à partida quanto insatisfatórias.
Com o passar o tempo as coisas vão acalmando. Muitas das vezes sem que se tenha encontrado alguém com quem assumir uma relação duradoura.
Com a idade, as coisas perdem a importância de outrora. Empreende-se uma busca pelo companheirismo, em vez da encarniçada e louca paixão fisica. O sexo deixa de fazer sentido fora de uma relação minimamente estável. Na sua ausência, o celibato, conscientemente imposto, apresenta-se como a única forma de manutenção do bem estar interior.
Numa sociedade regida por valores de prazer a prazo, plena de falsas promessas de felicidade instantanea, acaba-se por transformar estas pessoas em estranhos seres, que ousam dizer que o sexo apenas faz sentido, quando com alguém que lhes toque ao coração de forma consciente e sincera.
Não negam a importância do sexo na sua vida, apenas entraram numa fase em que "(...) a idade das aventuras por uma noite" passou, em que "(...) o sexo sem nenhuma relação é quase sempre insípido."
A verdade é que "(...) o sexo, só por si, não chega."

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