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"Ao apoiar abertamente o rapto e o assassínio de um soldado isrealita e alinhando assim com o ramo armado do Hamas, talvez contra-vontade, o primeiro-ministro palestiniano Ismail Haniyeh traiu não apenas o seu próprio instinto, mas também o do povo palestiniano que o apoiava. Os recentes raptos mostram a extensão da sua fraquesa e da sua incapacidade para resolver o conflito. "
"O Hezbollah (...) avaliou mal a reacção isrealita (...). Embriagado com a sua própria retórica sobre o poderio da organização, ávido de mostrar a sua solidariedade para com o Hamas, Hassan Nasrallah (...) foi demasiado longe e arrisca-se agora a pagar caro a sua grandiloquência."
"Israel tem também a sua quota de cálculos errados. Durante anos, ignorou a que ponto era importante permitir aos palestinianos separarem-se emocionalmente e intelectualmente dos islamitas radicais. em vez de recompensar os palestinianos comuns e fustigar severamente os radicais, Israel praticou a lei de Talião, e infligiu punições colectivas, que reforçaram a aliança entre os palestinianos e os radicais. "
Todo o mundo se enganou, Yediot Aharonot, Courier Internacional
"Não estou a falar dos Palestinianos. O conflito que nos opõe a eles é real, influencia a sua existência. Sem procurar saber quem tem razão, é evidente que eles têm motivos verdadeiros para já não suportar o seu destino. Eles e nós sabemos que isto vai acabar em sangue, suor e lágrimas, com os quais acabaremos um dia por assinar páginas as de um acordo. Esta guerra pode compreender-se, ainda que ninguém são de espírito esteja disposto a aceitar os meios com que ela é feita"
Porque é que eles nos odeiam tanto?, Yair Lapid, Courier Internacional


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