...

Dezembro termina pleno de pontos finais e de pontos de interrogação. Começa a ser um hábito chegar a esta altura do ano assim, com mais umas quantas nódoas negras. Nada, no entanto, que deite por terra as bases de sustentação do plano de vida que venho construindo nestes últimos dois anos.
Ontem, quando sentada no sofá com o pequeno Diogo no colo, a paz que me envolvia compensava a imensa tristeza que reina no meu coração faz quinze dias. O pensamento, esse, vagueava por Lisboa. A esperança, essa, desesperava por aquele telefonema... que nunca aconteceu. É o resultado de se construir castelos no ar. Facilmente se desmoronam ao sabor do vento.
O regresso a casa, fez-se entre os mesmos pensamentos - Como estará? Será que gostou da lembrança? Será que fiz o que devia? Será que não me excedi? Se... E se... Um sem número de ses que apenas ajudam à dispersão da mente.
A vontade é de pegar no telefone e inocentemente perguntar ‘Estás bem? ‘, mas o bom senso impede-me de o fazer.
Enfim, se acreditasse em Deus, diria que o futuro a Deus pertence, como não o imagino como comandante dos actos humanos, prefiro pensar que se tiver de ser, encontramos-nos-emos no fim da estrada...

6 comentários:

Days of angst disse...

"Enfim, se acreditasse em Deus, diria que o futuro a Deus pertence, como não o imagino como comandante dos actos humanos, prefiro pensar que se tiver de ser, encontramos-nos-emos no fim da estrada..."

Vejo-te muito sombria ... não acho que seja caso para tanto ...

Um beijo

Susie disse...

Os últimos acontecimentos deixaram-me algo melancólica. Passará a seu tempo... espero.

Days of angst disse...

Se precisares de ajuda apita!

Susie disse...

Gracias! :) Apitarei se e quando necessário. Bjo

Anónimo disse...

Passarinho verde!? :)

Susie disse...

Oras... não seja cusco sff! ;)