A lista ...
... começou com 36 nomes. Nem de propósito, um por cada ano de vida. Os afazeres profissionais e de veraneio, encortaram a coisa para os 20. Número redondo, representado pelos mais próximos.Como vem sendo hábito, não levei bolo. Aquele momento em que todos se levantam e começam a cantar os parabéns, deixa-se sempre sem graça, pelo que bolo nem vê-lo. Mas como vem sendo hábito também, não me livro às duas ou três lágrimas de emoção, tipicas destas alturas. Isto porque há sempre alguém que se lembra do 'bolinho' e de pôr toda a gente de pé a cantar.
A inovação deste ano foi a inexistência de vela. Mas como imaginação não falta à pandilha que me rodeia, nem tão pouco aos fabulosos donos do restarante onde nos reunimos, rapidamente trataram do assunto. Apresentaram-me um isqueiro em seu lugar.
No bolo havia sido colocada uma minúscula bandeira portuguesa de papel com um pequeno pedaço de papel pautado. Nele alguém havida registado a quantidade de anos que comemorava. As lágrimas, essas, cairam como sempre, entre beijos e abraços.
Para o ano, há mais. Feitas as contas, posso considerar-me uma mulher de sorte. Amigos é coisa que não me falta. E é tão bom conseguir juntá-los todos a uma só mesa.


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