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Dormi mal e acordei cedíssimo. Se me perguntarem porque não sei dizer ao certo o motivo, ou motivos, que me têm apoquentado nestes últimos dias. Mas penso que se deverá essencialmente ao cansaço que sinto, bem vistas as coisas não gozo um dia de férias há um ano...
Desci as escadas do quarto e fui até à cozinha, onde me avisaram que hoje era dia de eleições. Isto de se ter nascido um ambiente onde se transpira politica é complicado. Sobretudo quando ao fim de 16 anos se entrou num mar de dúvidas quanto a convicções.
Olhando para o panorama partidário português, não encontro representante válido e capaz de satisfazer os meus ideiais... mesmo o partido em quem sempre votei, parece ter entrado num limbo...
"Su, estamos a falar de autarquicas, essas questões não se colocam", disseram-me ontem. Sim é um facto, nesta área vota-se em quem faz obra, não em partidos. Mas... que obra. A realidade é que independentemente da cor politica quem tem passado pela autraquia pouco ou nada fez.
Estive atenta às propostas apresentadas pelas diversas facções, falei com amigos e familiares... mas de nada serviu. As dúvidas mantêm-se, o descrédito na classe política é cada vez maior, o que é grave...
Ainda queriam que eu entrasse para as listas candidatas à autarquia... loucos! Eu lá me metia neste momento na politica activa, quando a única coisa que faço é chamar tudo e todos de mentecaptos...
Uma coisa é certa, vou cumprir o meu dever civico... mas o meu voto é a expressão deste limbo politico em que navego... é branco. Dou voz pela primeira vez ao meu crescente lado apartidário...

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